A noite não precisa acabar no scroll.
Comece por um contexto. Proteja um intervalo. Observe o que ajuda. Uma proposta de organização da rotina, sem prometer resolver o sono.

Evidências e limites
Este conteúdo é educativo. As referências ajudam a avaliar as afirmações, mas não permitem diagnosticar uma pessoa pela leitura.
Escolha um limite que faça sentido
A pergunta não é quantas horas toda pessoa deveria usar o celular. Pergunte qual parte da sua noite você gostaria de recuperar. Pode ser o intervalo entre terminar suas obrigações e se preparar para dormir.
Se você precisa estar disponível para familiares, trabalho ou cuidados, preserve esse acesso. Uma mudança que ignora a sua realidade tende a ser difícil de sustentar.
Prepare antes do momento difícil
Escolha onde o aparelho ficará. Separe uma alternativa possível: um livro, uma conversa, preparar o dia seguinte ou simplesmente encerrar as atividades. Defina também o que fazer quando o plano não couber naquela noite.
Uma formulação possível: “Quando eu terminar de me preparar para dormir, vou deixar o celular na mesa e escolher uma atividade sem feed por alguns minutos.” Isso é uma proposta editorial de planejamento, não um protocolo de tratamento validado da DESVICIAR.
Observe sem transformar em competição
No dia seguinte, faça três perguntas: consegui seguir o combinado? O que facilitou ou atrapalhou? O que quero ajustar hoje? Evite interpretar uma noite difícil como a perda de todo o esforço anterior.
A pesquisa sobre fricção digital sugere que modificar o momento da escolha pode alterar o uso de aplicativos. Não prova, por si só, que este exercício melhora insônia ou trata outro problema de saúde.
Se o sono continuar ruim
Não atribua automaticamente tudo à tela. Sono e sofrimento podem envolver fatores diferentes. Dificuldades persistentes devem ser discutidas com um profissional, especialmente quando prejudicam seu funcionamento durante o dia.
